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Jungles apresenta três prioridades para Chapecó durante o Voz Única

Infraestrutura, saúde e educação foram os três principais temas apresentados por Jungles Wegher durante o Voz Única, em Chapecó no dia 04 de setembro de 2026. A partir de dados sobre o município e a região de saúde, o empresário e pré-candidato a deputado federal pelo Novo apresentou uma agenda de demandas que, segundo ele, precisa ser defendida em Brasília para acompanhar o ritmo de crescimento da cidade.

A apresentação foi estruturada a partir de três projetos — Caminhos do Futuro, Saúde no Agora e Educa Futuro — e teve como ponto de partida a dimensão econômica de Chapecó. O município é apontado no material como a quinta maior economia entre os 295 municípios de Santa Catarina. Para Jungles, esse crescimento precisa ser acompanhado por infraestrutura e políticas públicas compatíveis com a importância que a cidade assumiu no Estado.

BR-282: duplicação integral entre Chapecó e Irani

Na área de infraestrutura, a principal reivindicação apresentada foi a duplicação integral da BR-282 entre Chapecó e Irani.

De acordo com os dados apresentados no evento, o trecho entre Chapecó e o trevo de Irani tem aproximadamente 98 quilômetros, mas a proposta de concessão prevê a duplicação de apenas 29 quilômetros. Para o restante estão previstas intervenções como terceira faixa, trevos e passarelas. A CDL, a ACIC, o SICOM e o Centro Empresarial de Chapecó já se posicionaram pela duplicação integral como condição mínima para a concessão.

Outro ponto destacado foi o impacto da tarifa para os usuários. A estimativa apresentada pela CDL é de aproximadamente R$ 70 em pedágio para um veículo de passeio no deslocamento entre Chapecó e o litoral.

Jungles ressaltou que a atuação parlamentar precisa respeitar as competências de cada esfera de governo. Em vez de prometer o fim do pedágio ou uma obra que depende de orçamento e contrato, propôs levar a posição das entidades de Chapecó para Brasília, solicitar audiência pública e acompanhar o processo de concessão antes do leilão.

“Brigar agora para não chorar depois”, resumiu Jungles ao defender que a discussão seja feita antes da definição da concessão.

Saúde: 100 leitos de UTI, mas apenas 37 pelo SUS

A segunda prioridade apresentada foi a saúde. O levantamento utilizado na apresentação mostra que Chapecó possui atualmente 100 leitos de UTI, dos quais 37 são do SUS. Em 2016, eram 38 leitos de UTI na cidade; dez anos depois, o número chegou a 100. No mesmo período, entretanto, os leitos do SUS passaram de 28 para 37.

A situação ganha dimensão regional porque Chapecó é referência para uma região de saúde formada por 27 municípios e 443.366 habitantes. Os 37 leitos de UTI do SUS estão concentrados em Chapecó, enquanto o levantamento aponta que a região ocupa a 16ª posição entre as 17 regiões de saúde de Santa Catarina na proporção de leitos de UTI do SUS por 100 mil habitantes.

A proposta apresentada por Jungles é trabalhar pela habilitação de mais leitos para atendimento pelo SUS, sem transformar a pauta em uma promessa de construção de novos hospitais.

“O leito existe. A estrutura existe. O que falta é ampliar a porta do SUS.”

Segundo a proposta, a habilitação e o custeio dos leitos passam pelo Ministério da Saúde, o que coloca a demanda diretamente no campo de atuação federal.

Educação: atenção aos indicadores e ao futuro de Chapecó

O terceiro eixo foi a educação. O levantamento apresentado aponta uma sequência de queda no IDEB dos anos iniciais da educação pública de Chapecó: 6,5 em 2017, 6,4, 6,3 e 6,1 na última medição apresentada. No mesmo período, Santa Catarina teve uma redução de 0,1 ponto, enquanto Chapecó caiu 0,4. Nos anos finais, o município aparece com 4,8, diante de 4,9 do Estado.

A proposta, entretanto, não foi apresentada como uma crítica à gestão municipal. Jungles destacou que um deputado federal não administra a rede de ensino e que sua responsabilidade estaria em acompanhar e cobrar os programas federais de educação básica e garantir que os recursos e políticas federais cheguem aos municípios.

A preocupação está relacionada também ao futuro econômico da cidade. Para Jungles, a formação das crianças e dos jovens precisa acompanhar as transformações de uma economia que já tem forte presença industrial, comercial e de serviços.

Uma agenda com foco naquilo que pode ser feito em Brasília

Ao apresentar as três demandas, Jungles procurou estabelecer uma diferença entre promessa eleitoral e compromisso parlamentar. O material da apresentação reforça que os três eixos devem estar conectados àquilo que efetivamente pode ser defendido por um deputado federal.

A lógica da agenda é sintetizada em três problemas concretos: uma estrada que precisa acompanhar a economia, uma estrutura de saúde que precisa ampliar o acesso pelo SUS e uma educação que precisa preparar a próxima geração.

“Chapecó já fez a sua parte. Agora é hora de destravar o próximo salto.”

Para Jungles, a atuação federal deve começar antes que os problemas se consolidem: acompanhar processos, defender os interesses locais e cobrar os órgãos responsáveis. A proposta apresentada no Voz Única tem, assim, como eixo central a ideia de que o desenvolvimento de Chapecó não depende apenas de novos investimentos, mas também da remoção dos gargalos que impedem a cidade de avançar no próximo ciclo de crescimento.

O futuro começa hoje.

Escrito e publicado pela equipe de Marketing do Jungles Wegher

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