Entre os 17 projetos apresentados por Jungles Wegher para Santa Catarina, a proposta “Saúde sem desperdício” coloca gestão, acompanhamento dos recursos e eficiência como elementos centrais para o funcionamento do sistema de saúde.
O debate sobre saúde pública não envolve apenas o volume de recursos disponíveis. Também envolve como esses recursos são planejados, distribuídos, executados e fiscalizados e quais resultados efetivamente chegam à população.
É esse o eixo do projeto “Saúde sem desperdício”, que integra a área de Saúde com Gestão na plataforma de 17 projetos de Jungles Wegher, candidato a deputado federal pelo partido NOVO. No material apresentado pela campanha, a proposta é definida de forma objetiva: “mais eficiência na aplicação dos recursos da saúde.”
Quanto dinheiro é executado na saúde?
Os números ajudam a dimensionar o tamanho do desafio. No primeiro quadrimestre de 2026, o Ministério da Saúde registrou uma dotação orçamentária atualizada de aproximadamente R$ 269,9 bilhões para seus programas. Desse montante, cerca de R$ 119,7 bilhões haviam sido empenhados e R$ 67,4 bilhões liquidados até aquele período.
Entre os principais programas estavam a Atenção Especializada à Saúde, com dotação atualizada de aproximadamente R$ 105,9 bilhões, e a Atenção Primária à Saúde, com cerca de R$ 59,6 bilhões.
Esses valores mostram por que a discussão sobre gestão é relevante: em uma estrutura que movimenta dezenas ou centenas de bilhões de reais, mecanismos de planejamento, controle e avaliação fazem parte da própria administração do sistema.
Eficiência não significa apenas gastar menos
O conceito de “sem desperdício” não precisa ser entendido simplesmente como redução de despesas. Na gestão pública, eficiência envolve utilizar os recursos disponíveis de maneira adequada para alcançar os objetivos estabelecidos.
O próprio Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) tem entre suas atribuições avaliar políticas públicas e a aplicação dos recursos federais executados no SUS, considerando aspectos como legalidade, economicidade, eficiência, eficácia e efetividade.
O Ministério da Saúde também mantém uma estrutura pública de auditorias e disponibiliza relatórios de inspeções, prestações de contas e tomadas de contas.
Assim, a discussão proposta no projeto pode ser traduzida em perguntas práticas: o recurso chegou ao destino previsto? A ação foi executada? Qual foi o resultado? O investimento resolveu o problema identificado?
Planejar, acompanhar e corrigir
Essa lógica se conecta à metodologia geral apresentada nos 17 projetos: planejar → executar → medir → corrigir → entregar.
Na saúde, isso pode envolver desde o acompanhamento da aplicação de recursos até a avaliação de programas, contratos, equipamentos, medicamentos e serviços financiados pelo poder público.
A legislação e as normas atuais de transferência de recursos federais também vinculam o financiamento a instrumentos de planejamento do SUS e governamentais. Uma portaria do Ministério da Saúde publicada em 2026, por exemplo, estabelece que propostas para recebimento de determinados recursos devem demonstrar compatibilidade com os instrumentos de planejamento e com a Lei Orçamentária.
O papel de um deputado federal
No caso de uma candidatura ao Congresso Nacional, a discussão sobre gestão da saúde está relacionada principalmente às funções legislativa e fiscalizatória do deputado federal: participar da elaboração de leis, acompanhar políticas públicas, fiscalizar a aplicação de recursos federais e utilizar instrumentos de controle disponíveis ao Legislativo.
É diferente, portanto, de apresentar uma promessa de gestão direta de hospitais ou unidades básicas, que pertencem às diferentes esferas de administração do SUS.
No projeto “Saúde sem desperdício”, a proposta apresentada por Jungles Wegher parte justamente da ideia de que os recursos públicos destinados à saúde devem ser acompanhados não apenas pelo valor investido, mas também pela execução e pelos resultados produzidos.
A pauta integra os 17 projetos para Santa Catarina e estabelece uma conexão entre gestão pública, fiscalização e qualidade da aplicação dos recursos destinados à saúde.
Jungles Wegher — 3017
Candidato a deputado federal pelo partido NOVO.
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